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St Charles e Chicago

14 abr

Chiago

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Chicago, Abril 2014

Chiago continua uma cidade bonita – mesmo em Abril, numa primavera atrasada (dez graus na foto acima), a cidade continua atraente. 2014-04-06 09.07.51 2014-04-06 09.07.24     Abaixo, uma tentativa de “foto panorâmica” do Millenium Park com o “feijão”  que continua atraindo turistas do mundo inteiro. 2014-04-06 10.49.03

St Charles

O Q Center em St Charles continua aconchegante. Acho que esta é a sexta vez que volto para mais um curso – desta vez, o “Delivery Sales School”, também conhecido como “Core Senior Manager de TGP”.  Desta vez a vista do meu quarto era mais próxima da foto abaixo, mas um pouco deslocada para a esquerda:

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Fato engraçado #1:  agora todas as portas do Q Center têm uma placa de “proibido entrar portanto arma de fogo”! 2014-04-12 18.59.50Explicação técnica: O estado de Illionois permite o porte de arma a um civil que consiga uma permissão. A arma deve ser levada de forma escondida (sob a roupa), e não pode ser utilizada em bares ou dentro de transportes públicos. Em qualquer outro lugar, está liberada a não ser que o dono do local coloque uma placa “proibindo” seu porte – como a placa ao lado!

 

 

Na sexta-feira (11-abril) à tarde (o curso terminou 1:00pm), peguei uma bicicleta para passear pela região. Existe uma trilha de oito milhas para se andar de bicicleta próxima ao Fox River em St Charles.

 

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Quando estava voltando, num trecho bem próximo ao Q Center, deparei-me com três figuras pitorescas que estavam passeando pela mata:

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Os “servos” estavam passeando na mata nativa que, depois, descobri se tratar de uma reserva natural que fica bem próximo ao Q Center. Confesso que nunca tinha reparado. Fica a dica para, nas próximas idas a St Charles, reservar a tarde da sexta-feira para dar uma volta de bicicleta, fazer um esporte, e conhecer o Fox River mais de perto. Mapa-FoxRiver

 

 

 

 

8 dias na Toscana

30 jun

Resolvemos registrar nossa viagem à Toscana em Junho de 2013 com dois objetivos: ter um log nosso para relembrar um pouco mais do que os “melhores momentos” (como nomes de restaurantes que visitamos, lugares onde nos hospedamos, etc) e também para facilitar o compartilhamento de informações com amigos que tenham interesse em fazer uma viagem parecida.

LINK para TODAS AS FOTOS DA VIAGEM: http://flickr.com/gp/ricardo_p_alves/i12t21/

(nota: o registro foi feito no iPad durante a viagem, no final de cada dia. Os erros de digitação (… de nomes… em português… em italiano…) foram potencializados pelos vários centilitros de vinhos ingeridos ao longo de cada dia)

DIA UM – Montepulciano e Tenuta Le Casacce

Com o GPS devidamente populado com o mapa da Itália e instalado no carro (Lancia Delta 2.0 Diesel, ótimo carro), seguimos no sentido norte (direcao a Montepulciano), contornando Roma (há um anel viário que evita passar pela cidade) e pegando a A1. O limite de velocidade é de 130km/h na maior parte, e é bem respeitado. A viagem foi bem tranquila.

– Fizemos algumas paradas estratégicas para fazer ajustes no GPS (para forçá-lo a escolher a A1 e não nos levar pela costa) e depois para comer alguma coisa (já eram 10:00am e estávamos morrendo de fome, pois o café tinha sido as 06h00).

Chianciano Terme

Parece simpática; mas não chegamos a parar na cidade.

Montepulciano

Cidade bem agradável. Paramos o carro num “Parcheggio” no norte da cidade e andamos a pé. A vista da cidade é muito bonita – além de ver parte da cidade em si, com muitas construções “medievais”, a vista para as fazendas e propriedades vinícolas é muito bonita.

Entramos na parte murada da cidade pelo “portao principal”. Dentro há uma série de ruas de pedra, com construções muito antigas, e vários restaurantes e enotecas. Destaque para os “Viccolos” (becos ou vielas).

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Almoçamos no restaurante recomendado pelo Rodrigo Borges – a OSTERIA ACQUACHETA, na Via del Teatro, 22. Comemos a famosa bisteca Fiorentina. Como pedimos um pedaço menor (a normal era 1,6Kg !), ele trouxe o pedaço na mesa para mostrar que era um pouco menor (1,3Kg !) e que cobraria EUR 42,00 (a bisteca é cobrada por peso, “EUR 3,00 por Hg”.

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O vinho da casa estava muito bom! Vem servido na jarra e “segundo a tradiçao, vinho e água compartilham o mesmo copo”. A mesa é comunitária (chamam em inglês de “family style”).

A bisteca estava excelente, e veio acompanhada de um queijo peccorino assado com pêra (muito bom!).

Depois de passear um pouco mais e tirar mais fotos, pegamos o carro e fomos conhecer a propriedade onde iríamos nos hospedar.

ANTICA TENUTA LE CASACCE

As 04h00pm chegamos à Antica Tenuta. O lugar impressiona. Há uma entrada imponente com algumas pequenas casas (que servem de hospedagem), uma piscina (uns 12m de comprimento), e uma bela casa “grande” na recepçao.

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Fomos recebidos pelo Enrico – o dono da propriedade. Ele explicou sobre o jantar “gourmet” (as 20h00, pontualmente) e sobre o café da manha (das 08h30 as 11h00).

Quando fomos ao quarto, ficamos impressionados – não é um quarto, é praticamente uma casa! Uma sala enorme, com uma mesa de dez lugares, uma sacada grande (com mesa externa), uma lareira enorme, e uma sala de TV com dois sofás e uma poltrona. (Comentário sobre o  banheiro: é bem ok, limpo, mas a qualidade do banho deixa bem a desejar: a ducha nao parava na posicao correta, a temperatura oscilava entre quente e fria e a cortina que faz o papel de “Box” deixava molhar todo o banheiro).  Toalhas: poucas, e so trocam a cada 3 dias.

Como estávamos bem acabados (não dormimos quase nada no voo), desistimos de sair novamente e lá pelas 18h00 fomos para a piscina (ainda estava um sol forte!!) e ficamos lá ate umas 19h00. A piscina estava movimentada, havia uns 3 casais e algumas crianças que estavam falando russo.

O jantar era realmente pontual. Chegamos 20h05 e já estavam todos sentados nas mesas tomando vinho e água e aguardando as apresentaçoes do Enrico sobre os pratos. Trata-se de uma atração à parte. O Enrico foi eleito o “melhor chef com menos de 35 anos da Itália” em 1985 por uma revista especializada. Algum tempo passou (…) mas ele parece continuar bastante inspirado.

Jantar na Tenuta

Comida: boa. Enrico abriu com uma entrada de salames feitos com porcos da regiao e servidos com um molho que parecia uma mousse de laranja, segundo ele feito somente com ingredientes da regiao. Depois, serviu um Ravioli feito a mao (com ovos produzidos numa granja próxima) e carne de “porco negro” com azeite de oliva das oliveiras desta propriedade. Como terceiro curso chegou um prato com costelas cortadas em pedaços sobre um “crema de papas” (como ele frisou, “não é um purê!” – era um creme com batatas, azeite e queijo parmesao, sem manteiga e sem leite como o pure). De sobremesa, um tiramisu.

O vinho: péssimo! Trata-se de um vinho feito pela família dele, estamos na Toscana (onde o vinho “da casa” sempre é uma boa pedida), mas neste caso algo deve ter saído errado. Não dava pra tomar… Nossa dica: evite o constrangimento e peça outro vinho “de marca”.

Encerramos cedo, fechamos o roteiro de amanha e este resumo e fomos dormir antes das 23:00.

DIA 2

Montalcino, a famosa cidade dos Brunellos…

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A cidade é muito bonita. Também tem uma parte cercada com muros altos – como Montepulciano – e cheia de enotecas com degustacoes abertas.

O cuidado com os detalhes chama à atençao – quase todas as casas tem flores nas sacadas e em frente as portas, e tudo é bastante limpo e organizado. Os restaurantes tem mesas ao ar livre e há Gelaterias espalhadas pela cidade.

Almoçamos na Enoteca Osteria Osticcio (seguindo outra EXCELENTE recomendacao do Borges). Comi um risotto de açafrao fenomenal. E tomamos 3 taças de Brunellos de Montalcino diferentes. E depois pedi um “mais encorpado” e a sommelier me recomendou um Casanova di Neri 2007 que estava excelente! Compramos até uma garafa por EUR 49.00. Detalhe: tivemos direito a uma explanação de uns 5 minutos da enóloga da casa sobre o vinho que havíamos pedido, e deu para entender um pouco do porquê da diferença entre os Brunellos (apesar da mesma uva e região, não é só o processo produtivo que faz a diferença).

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Pienza

A cidade se orgulha de hospedar o local onde nasceu o papa Pio II. Também ostenta a pia onde ele foi batizado, como uma atraçao turística. Ela foi, inclusive, renomeada pelo próprio papa na época para “Pienza” em sua homenagem… A entrada de Pienza chamou a atenção por casas bonitas cercadas de jardins e ruas tranqüilas e arborizadas. Nos pareceu uma cidade mais residencial e não tão turística como as visitadas até agora.

Passeamos pela cidade (bastante interessante), tomamos um sorvete e depois tomamos um café em uma ruela com vista panorâmica para os campos.

Por que achamos interessante a visita: além de ser uma cidade agradável, ela tem uma área “fora das muralhas” que lembra uma cidade menos “turística” e com mais cara de uma “cidade bacana para se morar”.

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Passamos num “Coop” (supermercado) para comprar paes, queijos, Proschiuttos e um vinho. Trouxemos para a pousada e jantamos na nossa mesa enorme enquanto assistíamos ao jogo do Brasil (4×2 Italia)… a Tania uma hora nao aguentou e gritou GOOOOOL!  (detalhe: estamos numa pousada familiar e sabíamos que o pessoal estava assistindo ao jogo no andar de baixo).

DIA 3 – Siena e San Gimigniano

A Sheyla Brito nos passou uma dica – para buscar uma degustação/jantar na Frescobaldi (na propriedade Castelgiocondo, que produz Brunellos e fica na região de Montalcino)… mas tentamos fazer uma reserva durante alguns dias e não conseguimos. Faltou isso – ficamos curiosos. Também tínhamos uma recomendação para buscar uma visita na vinícola de Castello de Banfi, mas tampouco conseguimos agendar. O fato de termos optado por uma viagem “sem planos prévios e com agenda dinâmica” teve esse infeliz tradeoff de dificultar as degustações e tours agendados.

A manhã começou em Siena. Depois de 1h30 de carro, chegamos em Siena por volta das 11:00 e fomos direto para a Praça Central.

A cidade realmente passa uma impressao de ser mais “medieval” do que Montepulciano, Montalcino e Pienza. As ruas também sao de pedras e as construcoes também, mas os prédios sao bem mais altos (com dois, tres, quatro e até cinco andares). Isso faz com que as ruas sejam mais escuras (há muita sombra), e isso passa uma impressao mais “sóbria”. Falta aquele “charme” de Pienza e Montalcino, que têm mais flores nas sacadas e nas portas e um cuidado maior com as fachadas, além de mais iluminaçao.

A famosa Praça Central de Siena (Plaza del Campo) é interessante. Diferente da praça Sao Marco ou de outras “similares”, ela é mais inclinada (como se o centro estivesse num plano mais baixo). Ao redor da praça ficam o Palazzio Publico e vários cafés, restaurantes e sorveterias em todo o contorno.  A praça estava lotada de turistas.

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O Palazzio Publico é interessante. Ele era a sede principal do governo de Siena e agora parte dele se tornou o Museo Civico. Fomos visitar (EUR 8.00 cada entrada) e as pinturas dos séculos XIII e XIV sao bem interessantes. Algumas pinturas trazem conceitos bastante interessantes. Numa das salas eles pintaram, numa grande parede, um “ode ao bom governo”, com pessoas felizes, vários trabalhadores com cavalos carregados de produtos e uma certa “ordem geral”. Na parede oposta pintaram “mau governo”: o egoísmo/individualismo (em contraposiçao aos interesses de todos) é representado por um governo tirano. Varias pinturas estavam degradadas.

Nao conseguimos almoçar no restaurante indicado pelo Borges (estava fechado), mas almoçamos MUITO BEM num outro restaurante próximo. Comi um Spaghetone com quejo, aliche e trufas!… excelente.

Siena nao nos entusiasmou demais. As 14:30 decidimos partir para San Gimignano e antecipar parte do programa de amanha. Foi bastante interessante. A cidade segue o estilo de Pienza, mas com as famosas torres altas. Uma ou duas cenas lembraram bastante Pienza.

Depois, partimos para Montalcino no caminho da volta. Chegamos lá pontualmente as 20:00, e encontramos a Enoteca “BD” na entrada da cidade quase fechando. Ali compramos 4 Brunellos para levar de volta ao Brasil, com preços entre EUR 30 e 58 (os Reserva).

Conseguimos ainda pegar o por-do-sol em Montalcino, tiramos algumas fotos bacanas e comemos uma pizza num restaurante ao lado de onde haviamos jantado ontem. O interessante é que a carta de vinhos é similar ao vizinho – pode-se fazer uma degustacao de 2 Rosso di Montalcino e 2 Brunellos por EUR 12.  Um dos Brunellos estava oxidado e pedimos para eles devolverem… o garçom sentiu o aroma e concordou… foi a primeira vez que recusamos um Brunello!

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Depois da Pizza, a temperatura já estava bem mais baixa (eram 22:00) e voltamos para o hotel (aprox 20 a 25 minutos de viagem).

Por que Siena não nos agradou, apesar de ter sido recomendada por muitas pessoas: acho que nós tendemos a curtir mais os passeios a cidades menores e com menos turistas. Siena tem uma cara mais no estilo “turismo de prateleira”, com a tal praça (abarroada de turistas, camelôs, souvernires, etc.). Por outro lado, pudemos ver os preparativos para o tal “Palio de Siena”, uma festa centenária (milenar?) que deve ser algo bem interessante.

DIA 4 – A Região de Chianti e Volpaia

Começamos o dia a caminho da regiao de Chianti. Apontamos o GPS para Radda in Chianti e seguimos naquela direção. Como a região de Chianti não aparece nos guias, a ideia era ir até Volpaia almoçar e no caminho (na ida e na volta) arriscar algumas cidades.

As estradas na região de Chianti já mostram vinícolas bem maiores, com parreiras de uma propriedade ocupando extensoes de terra bem maiores do que se viam em Montalcino. Fica evidente que a produçao (e variedade) de Chiantis é muito maior.

Por outro lado, a “atração turística” das cidades é muito menor. A regiao de Montalcino, por exemplo, tem cidades bastante ‘charmosas’, bem decoradas (e infelizmente com muitos turistas também).

Interessante notar que esta região começou a prosperar num período mais recente. Rada in Chianti foi totalmente abandonada após a Segunda Guerra – as propriedades foram abandonadas e até a igreja fechou. Nos anos setenta, ela foi “redescoberta” com a ascençao das vinícolas na regiao.

1) Castellina in Chianti: cidade simpática. Paramos para tomar um café e passeamos pela cidade. Bem pequena, mas tem alguns pequenos túneis de pedras conectando duas ruas e flores por todo lado.

2) Rada in Chianti. Mesmo estilo das outras, uma cidade bem pequena mas também simpática. Assim como a anterior, dá para visitar a cidade inteira em menos de uma hora a pé. Meu tio Guilherme Polisel se hospedou na cidade e recomendou um hotel lá também – mas acabamos não visitando.

De ambas, a melhor parte são as vistas – podem-se ver as vinícolas de longe.

3) Volpaia! Apesar de minúscula (é uma cidade dentro da província de Rada in Chianti, que já é pequena!), vale a visita ao restaurante “La Bottega” (recomendação do Rodrigo Borges). Tomamos um Chianti Classico “Volpaia” e foi a primeira vez que pedi um Primo e um Secondo Piatto: começamos com um Tagliatele al Tartufo (muito bom!!) e depois eu complementei com um coelho cozido (este um pouco mais salgado). A vista do restaurante e o nível do atendimento valem a visita (é uma viagem um pouco longa, mas vale muito à pena). Se estiver na região, vale esticar até lá.

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4) Gaiola in Chianti:   a cidade nao tem vinícolas, e tem uma estrada muito sinuosa (ela fica numa serra). Nao encontramos nada para fazer… nao recomendo a visita.

5) Na volta, paramos numa vinícola “aleatória”: Caparzo. A placa da estrada apontava para uma propriedade imponente, com pinheiros altos nos dois lados da pequena estrada de terra fazendo um “túnel” bonito. Chegamos lá 17h00, sem reservas ou qualquer contato, e fomos direto à seçao onde eles recebem as pessoas para os Tours e Degustacoes. Fomos gentilmente recebidos e experimentamos três Brunellos que sao produzidos ali – dois deles envelhecem por 3 anos em barris de carvalho e o Riserva descansa por 4 anos em carvalho francês. Muito bons. Tiramos também algumas fotos na propriedade para “ter o registro”. Compramos duas garrafas do “Riserva”.

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6) Seggiano: antes de voltar, resolvemos conhecer o centro da cidade onde fica nossa Tenuta. Parecia uma cidade-fantasma – seis da tarde na segunda-feira e víamos alguns velhinhos que apareciam andando sozinhos e sumiam depois de um tempo. Absolutamente nenhum café ou restaurante. Escutávamos nossos próprios passos enquanto caminhávamos pela cidade… Acabamos retomando os planos de jantar no nosso quarto.

DIA 5 – Lucca e chegada em Firenze

Partimos da Tenuta Le Casacce na direção de Lucca – o GPS apontava quase tres horas de viagem… Forçamos uma rota que tomasse a estrada A1 (a principal autoestrada que vai de Roma até o norte e que permite ate 130km/h.

Chegamos em Lucca 13:00. Fomos almocar no restaurante La Buca di Sant’Antonio e fomos muito bem atendidos. Comemos Risotto de Funghi Porcini e de Secondo Piatto pedimos a famosa Trippa, que era especialidade da casa e que realmente era muito boa. Até a Tânia gostou! (Trata-se do estômago do boi… Mas falando serio, estava muito boa). Tomamos meia garrafa de Chianti Clássico

O que chamou a atenção foi a mesa do nosso lado: um cara bem vestido (terno, gravata, abotoaduras, etc) pediu uma garrafa inteira de vinho pra acompanhar o almoco dele, mas tomou çerca de 1/3 da garrafa e deixou o resto. E nós dois entendemos por que ninguém pede meia garrafa (como nos). A galera pede uma garrafa inteira mesmo e deixa o que sobrar. Sounds weird.

Lucca é muito agradável e vale a visita. A cidade tem 100,000 habitantes (10,000 dentro das muralhas) e a tal muralha que “protege” a cidade é realmente uma atração a parte: ela é larga, e tem até jardins e espaço  para andar de bicicleta SOBRE a muralha.  Fizemos exatamente isso : alugamos duas bicicletas por EUR 3,00 e fizemos um passeio bem agradável.

Além da muralha, visitamos tambem a Torre Guinigi: nao consta de muitos guias turísticos, mas valeu a visita. A torre é bem alta (voce se lembra disso especialmente depois do almoço) mas  a vista da cidade é fascinante.  A coisa mais pitoresca é que no minúsculo espaço no topo da torre voce ainda encontra uma árvore (?!) plantada bem ali.

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A foto acima mostra a parte “superior do muro” onde se pode fazer um agradável passeio de bicicleta dentro de um bosque… construído “sobre a muralha”.

Depois disso pegamos a estrada de volta a Firenze (de Montalcino para Lucca de certo modo a gente ja havia passado por Firenze anyway).

O hotel Perseo em Forenca deu  um trabalho enorme para encontrar. Ele fica bem no centro da  cidade, a uma quadra do Duomo, e isso significa estar dentro das ZTLs (zonas de trafego limitado). A tradução disso é um hard time pra conseguir manobrar o carro  entre turistas a pé que nao entendem o que voce esta fazendo com um carro no meio daquelas vielas.

O hotel é BEM simples, mas o banheiro é excelente! (ok, depois de uma excelente temporada na Tenuta da Toscana, fazenda  com quarto grande e tal, a gente simplesmente se esquece que esta num quarto minúsculo no centro da cidade e a única exclamação que sai é “Putz mas o banheiro daqui é show de bola!!”).

À noite fomos jantar no Cantonetta Antinori (tomamos Rosso di Montalcino, muito bom, desta vez garrafa inteira) e passeamos pela cidade antes de voltar O hotel. Aqui é outro estilo… Florença 23:00 estava com as ruas cheias de gente, e so voltamos porque realmente estávamos bem cansados.

DIA 6 – Firenze – intensivão!

Nosso hotel está bem no centro, a uma quadra da Duomo.

Assim que a Duomo (Cattredale di Santa Maria Del Fiore) abriu as 10:00, entramos juntos e tivemos nosso primeiro issue: a Tânia foi barrada por estar de shorts. A restrição é comum, mas havíamos nos esquecido. Sorte que o hotel fica perto – esperei dez minutos tirando fotos da parte externa da Duomo e depois entramos novamente.

A Catedral é muito impressionante pelo lado  de fora: as estatuas e colunas têm uma riqueza de detalhes incrível! Alguns detalhes so quem estivesse muito perto conseguiria notar. Tirei fotos de alguns detalhes com uma lente 200mm, mas realmente dava pra ficar horas ate conseguir  capturar todos esses detalhes.  Pelo lado de dentro, contudo, a catedral não ofereceu muita coisa em  especial .

Depois, resolvemos encarar a torre anexa ao Duomo e subir seus 416 degraus…. Essa torre permite ver não so a Duomo de perto (la de cima), mas tambem fornece uma vista de 360 graus do Skyline de Florença que vale a maratona de subida das escadas.

Depois seguimos o roteiro: Piazza de la Republica (legal), Mercato Nuovo (passamos batido, interesse zero), Palazzo Devanzati, Via de Tornabuoni, e fomos ate a Ponte Vecchio.

A Ponte Vecchio não teve grandes atrativos: hoje está tomada por lojas de jóias (no passado eram açougues – os que não conseguiam pagar seus impostos tinham suas “bancas” (mesas de cortar a carne) destruídas pela policia, ao que se chamavam “banca rota”… E de onde nasceu bancarrota e Bankrupcy).

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Depois almoçamos na Fattoria Guarnieri (checar nome), segundo eles funcionando desde 1865. Muito boa a comida.

Museu bargello: esse museu tem peças de Michelangelo, Donatello e outros renascentistas. Foi muito interessante notar as transições que alguns artistas imprimiram nas obras o inicio e no final das suas carreiras (destaque para Donatello e as esculturas de Davi). Tambem vale conhecer as pecas de bronze que foram disputadas para ornarem a “porta do céu” do Batistério (mais abaixo).

Batistério: uma visita curta, mas interessante. No lado de fora, as portas enormes de bronze têm ornamentos em relevo (“3D primitivo”) que contam historias sacras. Algumas são referenciadas em outros museus, e acho que daqui vem uma das grandes belezas de Florença: essa conçentracao de temas multidisciplinares (guerras entre Siena e Florença, a Igreja Católica e sua influencia  na arte, a ascençao da riqueza dos Medici tambem com seu patrocínio da arte, e ate as historias das pontes – inclusive da Ponte Vecchio – e suas destruicoes na segunda guerra mundial).

No meio da tarde fomos atė o Sul de Florença, com objetivo de conhecer o Jardim de Boboli e de ver o por do sol da parte mais alta da cidade (Piazza de Michelangelo). Tiramos varias fotos  e depois seguimos por uma avenida que corria paralela ao rio e próxima a vários bosques – uma regiao bem bonita – Viale Galileo.

Atrasamos bastante nesse caminho – embora tenha valido a pena –  e nao conseguimos entrar no Jardim de Boboli. Voltamos ao centro e nao Pnte Vecchio e  tiramos algumas fotos do por do sol.

À noite, fomos no restaurante Obika!, um bar especializado em Mozzarelas. Comemos uma entrada  de Mozzarelas fenomenal, e depois pedimos o que veio a ser  a melhor pizza de mussarela e tomate que ja comemos: ela vem com dois queijos, sendo que a mussarela é a mesma que comemos na entrada, branca e totalmente “derretida” por cima. O molho de tomate estava perfeito. Algo  difícil  de descrever, mas realmente impressionante.

Dois cálices de Chianti  Clássico Fontanafredda muito bons.

DIA 7 – Florença: Galleria Uffizi e preparativos finais

Fiquei na Uffizi durante quase quatro horas.

Em resumo: Caravaggio e seus “discípulos” ajudam a entender um pouco mais sobre os estudos e técnicas que criaram na Renascença sobre as sombras e iluminaçao (o “chiaro oscuro” em italiano), e que Da Vinci também dominava.

As obras sao bastante dispersas – há somente dois trabalhos de Da Vinci, uma pintura de Michelangelo e alguns Caravaggios. Mas a parte interessante desse museu é o “museu em si”, com uma distribuiçao interessante das salas e dos trabalhos que permitem a leigos como eu entenderem um pouco do que era o “antes do renascentismo” e “depois”. Assim como os vinhos que a gente também precisa comparar para conseguir dar o devido valor, essas pinturas também se destacam (aos olhos leigos, novamente) quando as comparamos entre si.

Como sai tarde da Uffizi, já eram quase 3:00 quando fui encontrar a Tania (ela nao ficou o mesmo tempo que eu na Uffizi e saiu depois de uma hora para fazer compras). Fomos buscar um lugar para almoçar. E esse foi um desafio enorme. A maioria dos restaurantes fecha as 14:00 ou 15:00. Encontramos uma cantina próxima ao mercado – e aproveitei pra comer mais uma massa com trufas, ao som the The Cure e Depeche Mode (sério).

A noite, tentamos jantar na Buca del’Orafo (famoso) mas estava lotado, e acabamos indo no Osteria San Giovanni. Também estava lotada e nos perguntaram se nos importávamos de comer na “cantina” do restaurante… demoramos um pouco pra entender até que fomos levados ao porao (mesmo!) do restaurante, ali no meio das paredes cheias de garrafas de vinhos. Um pouco claustrofóbico, mas muito interessante. (a Tânia estava com medo de ter um incendio lá dentro e nao conseguirmos sair a tempo).

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Ao nosso lado havia garrafas de Brunellos de 1968, 1972…

DIA 8 – Saída da Toscana, passagem pela Umbria e aeroporto

Nosso voo partiria as 22:00. Como havia tempo de sobra, mas a viagem era longa (3 a 4 horas de Firenze ao aeroporto de Roma), saímos as 11:00 de Firenze e planejamos um almoço no meio do caminho.

Paramos para almoçar em Ovierto (CHECAR), na Umbria (a Tânia insistia em pronunciar “Umbría” como “Hungria”). Estava frio, com chuva, mas a cidade parece bastante interessante e relativamente grande. Novamente, o restaurante que buscávamos já estava fechado as 14:30 e comemos entao numa trattoria bastante simpática, na mesma rua. Desta vez experimentei o Filletto com Trufas. Muito bom!

Depois disso, devolvemos o carro na Hertz do aeroporto com alguns arranhoes novos (e desconhecidos – provavelmente em algum estacionamento) e tivemos de pagar cerca de EUR 300 de franquia para o reparo.

(Nota sobre o carro: alugamos um Lancia Delta, um carro que parece o Fiat Stilo por dentro, mas com um desenho bem esportivo por fora, e um motor Diesel 2.0).

Nota do dia 9 (chegada em SP): as garrafas chegaram inteiras!!

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REFERÊNCIAS ÚTEIS

RESTAURANTES:
Montalcino – restaurante da foto
– Enoteca Osteria Osticcio

Montepulciano (Bisteca)
– Osteria Acquacheta

Lucca
– Buca di Santantonio

Orvieto (Umbria):
– La Taverna dell’Etrusco

Firenze
– L’Osteria di Giovanni

HOTEIS
– Antica Tenuta Le Casacce (perto de Montalcino)
– Hotel Perseo (Firenze)